Mosca do Mediterrâneo

  • Sintomas

  • Agente patogénico

  • Controle orgânico

  • Controle químico

  • Medidas preventivas

Mosca do Mediterrâneo

Ceratitis capitata

Inseto


Resumo

  • Sinais de perfurações nas frutas, correspondentes aos locais de postura dos ovos das fêmeas.
  • Frutas afetadas amadurecem e apodrecem ou caem prematuramente.
  • Fungos oportunistas podem se desenvolver ao redor das perfurações ou do sumo escorrido da fruta.

Espécies afetadas

Ameixa

Amêndoa

Azeitona

Berinjela

Cacau

Café

Cereja

Cítrico

Damasco

Figueira

Mamão

Manga

Marmelo

Maçã

Pera

Pimentão & Pimenta

Pêssego

Romã

Tomate

Uva

Sintomas

Frutas atacadas pela mosca mostram sinais de perfuração, correspondentes aos locais de postura escolhidos pelas fêmeas. Frutas afetadas amadurecem e apodrecem prematuramente, podem exsudar gotas de sumo açucarado e podem cair, ocasionalmente. Fungos oportunistas podem se desenvolver em torno das perfurações ou do sumo escorrido da fruta. As moscas têm um tórax prateado, com pintas pretas, abdomen bronzeado com listras mais escuras e asas claras com faixas marrom-claro e manchas cinzas.

Agente patogénico

Os sintomas são resultados da atividade de alimentação das larvas da mosca mediterrânea Ceratitis capitata. A despeito de seu nome, ela é endêmica da África subsaariana e, além da região mediterrânea, está presente também no Oriente Médio, Américas Central e do Sul e Austrália. As fêmea fura a casca macia de frutas ou bagas em amadurecimento e depositam ovos nos furos, abaixo da casca. Após eclodir, as larvas alimentam-se dentro da polpa da fruta e normalmente causam severos danos, que podem torná-la não comestível. É um inseto polífago, ou seja, alimenta-se de um grande número de hospedeiros. Pode infestar um novo hospedeiro facilmente, se as plantas favoritas não estiverem disponíveis. Há ainda evidências de que podem transportar fungos oportunistas que se desenvolvem nas frutas atacadas. É uma espécie muito invasiva, que prospera em muitos ambientes diferentes e numa amplitude comparativamente grande de temperaturas, sendo as condições ideais entre 10 e 30°C.

Controle orgânico

Alguns controles biológicos usando insetos parasitas e predadores podem ser conseguidos. A Ceratitis capitata também é susceptível a uma variedade de fungos parasitas (entre outros, Beauveria bassiana) e alguns nematoides. O resultado do tratamento dependerá grandemente da cultura (ou fruta) afetada. Vários tratamentos quentes, com água quente ou ar quente, assim como tratamentos com frio podem ser usados em frutas recebidas de áreas potencialmente infectadas. Estes tratamentos podem ser aplicados durante o armazenamento, transporte ou ambos. Contudo, eles também reduzem a duração em prateleira da maioria das frutas. Spinosad pode ainda ser pulverizado no momento certo, para proteger a cultura.

Controle químico

Sempre considere abordagens integradas, com medidas preventivas juntamente com tratamentos biológicos, se disponíveis. O mergulho das frutas em inseticida para protegê-lasé um método aceitável. Pulverizações de cobertura da cultura também são usadas como tratamento preventivo, mas podem ser caras. Pulverização de iscas, consistindo de iscas de proteína que atraem tanto machos como fêmeas, combinadas com um inseticida adequado (malathion) na mesma armadilha são uma forma mais aceitável de tratamento.

Medidas preventivas

Siga as regulamentações de quarentena, caso encontre este inseto no pomar. Instale armadilhas para monitorar o inseto, ou armadilhas de feromônio para detectá-lo. Informe as autoridades competentes assim que possível, após a detecção. Não mova nenhum fruto potencialmente infectado do local. Embrulhe frutas destinadas à exportação em papel, ou em capas de polietileno. Descarte todas as frutas infectadas em sacos duplos e coloque na lixeira para retirada.